INPI impõe restrição parcial ao registro do jogo de GTA VI no Brasil

INPI impõe restrição parcial ao registro do jogo de GTA VI no Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) aplicou uma restrição parcial ao pedido de registro do logo “VI” associado a Grand Theft Auto VI no Brasil. Embora a marca completa do jogo já esteja aprovada para uso em jogos digitais, produtos licenciados e serviços de entretenimento, o uso isolado do numeral romano enfrentou objeção em determinadas classes. Restrição atinge segmento editorial e materiais impressos De acordo com os registros públicos, o impedimento atinge principalmente materiais impressos, como revistas, manuais e publicações físicas. O entendimento técnico do órgão é que o uso isolado de “VI” pode gerar conflito ou risco de confusão com marcas previamente registradas no segmento editorial e de papelaria. Diante da decisão, a Take-Two Interactive protocolou recurso administrativo para tentar reverter a negativa e ampliar a proteção do símbolo no país. Proteção parcial e princípio da especialidade Esse tipo de restrição é comum no sistema brasileiro de propriedade industrial. O INPI analisa cada pedido com base no princípio da especialidade e na anterioridade de registros. Quando um sinal é considerado genérico, descritivo ou potencialmente colidente com marca já existente o órgão pode conceder proteção parcial ou indeferir o pedido para evitar sobreposição de direitos. A marca principal do jogo segue válida para exploração comercial no Brasil, o que indica que não há impacto direto sobre o lançamento do título. A controvérsia limita-se ao escopo de proteção do elemento gráfico VI isolado dentro do território nacional. Créditos ao @portalviciadosoficial pela apuração do fato no INPI Imagem: Portal Viciados

Ubisoft combina cortes e trocas de liderança enquanto reforça apostas em suas principais franquias

Ubisoft combina cortes e trocas de liderança enquanto reforça apostas em suas principais franquias

A Ubisoft atravessa um novo ciclo de ajustes internos ao mesmo tempo em que reafirma o foco em suas marcas mais rentáveis. Nas últimas semanas, a companhia confirmou a demissão de cerca de 40 funcionários na Ubisoft Toronto, estúdio responsável pelo remake de Tom Clancy’s Splinter Cell. Segundo a empresa, o projeto segue em desenvolvimento e não foi afetado diretamente pelos cortes. Mudanças na liderança criativa e reconfiguração de projetos A reestruturação ocorre em paralelo a mudanças na liderança criativa. Clint Hocking deixou a direção de Assassin’s Creed Codename Hexe, que passou para as mãos de Jean Guesdon, veterano da série responsável por capítulos como Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed Origins. A troca indica tentativa de manter estabilidade em um dos projetos centrais da companhia. Dependência de franquias consolidadas em meio à pressão financeira Apesar dos ajustes, o CEO Yves Guillemot confirmou que há dois novos jogos da franquia Far Cry em produção, além de múltiplos títulos de Assassin’s Creed. O movimento reforça a estratégia de concentrar recursos em propriedades consolidadas, capazes de gerar receita recorrente e reduzir riscos. O cenário aponta para uma Ubisoft em transição com enxugamento operacional, ajustes de liderança e dependência crescente de suas franquias mais fortes. A empresa busca equilíbrio entre contenção de custos e manutenção de um pipeline robusto, em um momento de maior pressão financeira e competitiva no mercado global de games.