Disputa por atenção pressiona games no exterior, mas Brasil mantém crescimento

rog ally asus

O relatório “O Estado dos Videogames em 2026 (Ou Crescimento e Onde Encontrá-lo)”, da consultoria Epyllion, sustenta que a indústria global enfrenta um cenário de estagnação no pós-pandemia. Em mercados como Estados Unidos, Japão e Reino Unido, o engajamento retornou a níveis pré-2020, com queda de 8% nos gastos com conteúdo para PC e consoles nos EUA desde então. O segmento mobile cresceu 12% no período, mas desacelerou no último ano. O estudo aponta que a concorrência por tempo e renda disponível — inclusive com plataformas como o TikTok — tem limitado a expansão do setor.

Brasil mantém trajetória de expansão em meio à desaceleração global

No Brasil, os indicadores recentes mostram dinâmica distinta. A Pesquisa Game Brasil 2025 aponta que mais de 80% da população consome jogos digitais, consolidando o país como um dos maiores públicos do mundo. Levantamentos de mercado da Newzoo e da IMARC Group indicam crescimento consistente da receita nacional, com projeções de expansão anual na faixa de 7% a 8% até o fim da década. Estimativas também situam o Brasil entre os principais mercados globais em número de jogadores, com forte predominância do mobile.

O contraste revela estágios diferentes de maturidade. Enquanto parte dos mercados desenvolvidos enfrenta saturação e disputa acirrada por atenção entre games e outras plataformas de entretenimento, o Brasil ainda combina ampliação de base e avanço de faturamento. Ainda assim, a fragmentação do consumo digital, com redes sociais, streaming e serviços online competindo pelo mesmo tempo livre, tende a impor desafios semelhantes no médio prazo.

Imagem: Divulgação Rog Ally Asus

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