EA demite funcionários de estúdios de Battlefield meses após lançamento recorde de Battlefield 6

A Electronic Arts iniciou uma rodada de demissões que atinge equipes ligadas à franquia Battlefield, poucos meses após o lançamento de Battlefield 6. Os cortes atingem funcionários em diferentes estúdios responsáveis pela série, incluindo DICE, Criterion Games, Ripple Effect Studios e Motive Studio. Segundo a empresa, as demissões fazem parte de um processo de “realinhamento” interno enquanto os estúdios continuam trabalhando no suporte ao jogo como serviço. Apesar das dispensas, todos os estúdios seguem em operação e continuam envolvidos no desenvolvimento e nas atualizações do título. Lançamento recorde não evitou críticas recentes Lançado em 2025, Battlefield 6 teve a maior estreia da história da franquia. O jogo vendeu cerca de 7 milhões de cópias em apenas três dias e terminou o ano como o título mais vendido nos Estados Unidos. Mesmo com o desempenho inicial expressivo, o jogo enfrentou críticas nos meses seguintes ao lançamento. Parte da comunidade contestou mudanças em atualizações recentes, além de apontar problemas relacionados à monetização, uso de inteligência artificial para cosméticos e ritmo considerado lento de novos conteúdos. Os reflexos também apareceram nas avaliações da versão de PC na Steam, que passaram de “Majoritariamente positivas” para “Mistas”. O número de jogadores simultâneos na plataforma também caiu após o pico inicial registrado no lançamento. Diante da reação da comunidade, a EA decidiu adiar o início da segunda temporada do jogo para implementar ajustes baseados no feedback dos jogadores e publicou um novo roteiro de atualizações para os próximos meses. Via: IGN
Pickmon é revelado na Steam e levanta comparações com Pokémon, Palworld e Zelda

Um novo jogo de captura de criaturas começou a chamar atenção após a divulgação de seu primeiro trailer, Pickmon, o projeto é desenvolvido pela PocketGame e será publicado pela NetworkGo, com lançamento previsto na Steam e com planos de lançar para Switch e Playstation. Sem data oficial para lançamento divulgada. O trailer apresenta um domador que explora um mundo aberto acompanhado por criaturas chamadas Pickmon. O visual do protagonista lembra o estilo de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, com um personagem que percorre cenários naturais enquanto carrega no ombro uma criatura que remete imediatamente ao mascote de Pokémon. Referências a outras franquias aparecem no trailer As semelhanças não se limitam ao conceito de capturar criaturas. Alguns monstros exibidos lembram diretamente personagens conhecidos da série Pokémon e o uso de armas de fogo por parte das criaturas também aproxima o jogo da proposta vista em Palworld. Entre as poucas diferenças apresentadas está o método de captura, em vez de esferas, os monstros são obtidos por meio de cartas. O jogo também promete exploração de diferentes biomas, construção de bases e multiplayer cooperativo
Sony testa preços dinâmicos em jogos da PlayStation Store e gera reação de jogadores

A Sony iniciou testes com um sistema de preços dinâmicos em alguns jogos vendidos na PlayStation Store, modelo que ajusta valores automaticamente com base em fatores como demanda, horário ou comportamento de compra. A prática foi identificada por usuários que notaram variações no preço de determinados títulos dentro da loja digital do PlayStation. Embora a empresa não tenha detalhado oficialmente como o sistema funciona, a precificação dinâmica já é utilizada em setores como passagens aéreas, hospedagem e transporte por aplicativo. No mercado de jogos digitais, porém, o modelo ainda é pouco comum e tem gerado críticas de jogadores, que apontam falta de previsibilidade nos preços. O que dizem as leis brasileiras No Brasil, a aplicação de preços dinâmicos não é proibida, mas precisa seguir regras previstas no Código de Defesa do Consumidor. A legislação determina que o consumidor deve ter acesso a informações claras e transparentes sobre preços, e o valor exibido no momento da compra precisa ser respeitado pela empresa. Especialistas também apontam que a prática pode se tornar problemática se houver diferenciação de preços entre usuários com base em perfis de consumo sem transparência ou justificativa clara, o que pode ser interpretado como prática abusiva. Além disso, o uso de dados pessoais para definir preços pode envolver regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A legislação estabelece que empresas devem informar de forma clara quando coletam e utilizam dados dos usuários e para qual finalidade essas informações serão aplicadas. Caso algoritmos utilizem histórico de compras, comportamento de navegação ou outros dados pessoais para ajustar valores de jogos individualmente, a empresa pode ser obrigada a garantir transparência sobre esse tratamento de dados, além de oferecer bases legais adequadas para o processamento dessas informações. Até o momento, a Sony não confirmou oficialmente a extensão dos testes nem explicou quais critérios estariam sendo utilizados na definição dos preços. Se o modelo avançar, ele poderá ampliar o debate sobre transparência, proteção de dados e práticas comerciais no mercado digital de jogos.
Nintendo processa governo dos EUA para recuperar tarifas impostas durante gestão Trump

A Nintendo entrou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos para recuperar valores pagos em tarifas de importação consideradas ilegais. O processo foi protocolado no Tribunal de Comércio Internacional e pede o reembolso integral das taxas, acrescido de juros. A disputa envolve tarifas aplicadas durante o governo de Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A legislação foi utilizada para justificar a imposição de taxas sobre produtos importados, medida que afetou diversas empresas com cadeias de produção globais. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o uso da lei para implementar essas tarifas não era válido. A decisão abriu caminho para que companhias afetadas buscassem na Justiça o ressarcimento dos valores pagos ao longo dos últimos anos. Tarifas afetaram estratégia comercial da empresa De acordo com os documentos apresentados ao tribunal, a Nintendo afirma ter sido diretamente impactada pelas medidas comerciais. A empresa argumenta que as tarifas elevaram custos de importação e criaram incertezas no mercado norte-americano. Entre os efeitos citados está o adiamento das pré-vendas do Nintendo Switch 2 nos Estados Unidos enquanto a companhia avaliava o impacto das novas taxas e das condições de mercado. Parte dos custos adicionais também teria sido repassada ao preço de acessórios do console. No processo, a empresa solicita que o tribunal determine a devolução de todas as tarifas pagas sob as ordens executivas contestadas, além da aplicação de juros. A Nintendo se junta a outras grandes companhias que também recorreram à Justiça após a decisão da Suprema Corte, buscando recuperar bilhões de dólares arrecadados pelo governo por meio das tarifas agora consideradas ilegais.
Xbox confirma “Project Helix”, console de próxima geração que também rodará jogos de PC

A Microsoft confirmou oficialmente o desenvolvimento do próximo console da marca Xbox. Batizado internamente de Project Helix, o dispositivo representará a próxima geração da plataforma e trará como uma de suas principais características a capacidade de executar jogos de Xbox e também títulos de PC. A confirmação veio de Asha Sharma, nova CEO da divisão Microsoft Gaming, que assumiu o comando do negócio após a aposentadoria de Phil Spencer. Em publicação nas redes sociais, a executiva afirmou que o Project Helix será o foco da estratégia da empresa para a próxima geração, destacando desempenho elevado e integração mais ampla com o ecossistema de jogos da companhia. Segundo Sharma, o novo console “liderará em performance e rodará seus jogos de Xbox e PC”, reforçando a intenção da Microsoft de aproximar ainda mais a experiência entre consoles e computadores. A executiva também indicou que mais detalhes devem ser discutidos com estúdios e parceiros durante a próxima Game Developers Conference (GDC). Console cada vez mais próximos do PC Rumores sobre a próxima geração do Xbox circulam há meses e indicam que o hardware poderá operar de forma mais próxima de um PC tradicional, potencialmente permitindo acesso a diferentes lojas digitais e ampliando a compatibilidade de jogos. A estratégia reforça a visão da Microsoft de tratar o Xbox como um ecossistema multiplataforma, no qual console, PC e serviços como Game Pass funcionam de forma integrada. O movimento também contrasta com a postura recente da Sony, que teria recuado de seus planos de levar mais jogos single-player do PlayStation para PC. Ainda não há previsão oficial de lançamento ou especificações técnicas detalhadas para o Project Helix, mas a confirmação do codinome indica que o desenvolvimento do próximo Xbox já está em estágio avançado.
Sony volta a apostar em exclusividade para consoles e descontinua single-player no PC

A Sony anunciou que seus próximos títulos single-player produzidos internamente para PlayStation 5 não terão mais lançamentos planejados para PC. A decisão marca o fim de um período de expansão da empresa para plataformas de computador, iniciado há alguns anos com franquias como Horizon, Ghost of Tsushima e The Last of Us. O recuo está ligado a preocupações internas de que disponibilizar jogos single-player no PC poderia afetar negativamente as vendas do PS5 e, futuramente, do PS6. Além disso, a possibilidade de que títulos emblemáticos da PlayStation acabem rodando em hardware da Microsoft, caso o próximo Xbox suporte jogos de PC de forma nativa, também contribuiu para a decisão. Apesar da mudança, jogos multiplayer e alguns títulos publicados por estúdios externos continuam com lançamento multiplataforma. Entre eles estão Marathon, Marvel Tokon: Fighting Souls, Death Stranding 2: On the Beach e Kena: Scars of Kosmora. No entanto, projetos como Ghost of Yōtei e o aguardadíssimo Marvel’s Wolverine permanecem exclusivos do PS5. Sony aposta na exclusividade para proteger o PS5 A estratégia da Sony de lançar jogos de PlayStation no PC havia sido marcada por um cronograma irregular, com títulos chegando meses ou anos após o lançamento nos consoles. Vendas abaixo das expectativas levaram a empresa a reconsiderar a viabilidade da expansão. Historicamente, a PlayStation manteve uma política de exclusividade para proteger a percepção de valor do console, em contraste com a abordagem multiplataforma da Microsoft, que oferece todos os seus jogos first-party simultaneamente no Xbox e PC. Com essa mudança, a Sony reforça a centralidade do PS5, buscando consolidar a base de jogadores no console e proteger a força da marca frente à concorrência. A decisão também coincide com o fechamento recente da Bluepoint Games e questionamentos sobre o futuro da Nixxes Software, estúdio interno voltado à portabilidade para PC.
Resident Evil Requiem supera 5 milhões de cópias e marca maior estreia da franquia

Resident Evil Requiem ultrapassou 5 milhões de unidades vendidas poucos dias após o lançamento, consolidando a maior estreia comercial da história da franquia. O desempenho foi confirmado pela Capcom e supera o ritmo inicial de títulos recentes como Resident Evil Village e os remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 4. Lançado em 27 de fevereiro para PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2 e PC, o jogo também registrou forte adesão no computador, com pico superior a 300 mil jogadores simultâneos na Steam durante o primeiro fim de semana. O resultado reforça a estratégia multiplataforma adotada pela empresa e a força comercial da marca, que celebra 30 anos em 2026. Estreia recorde e consolidação estratégica Desenvolvido com a RE ENGINE, motor gráfico proprietário do estúdio, Requiem aposta em fidelidade visual ampliada, com detalhamento fotorrealista. O título oferece múltiplos níveis de dificuldade e permite alternar, em tempo real, entre as perspectivas em primeira e terceira pessoa, ampliando o alcance para diferentes perfis de jogadores. Ambientado em outubro de 2026, quase 30 anos após a destruição de Raccoon City, Resident Evil Requiem acompanha a analista do FBI Grace Ashcroft e o agente veterano Leon S. Kennedy enquanto investigam uma série de mortes misteriosas ligadas a eventos do passado bioterrorista. O jogo combina elementos clássicos de survival horror com uma experiência abrangente para fãs antigos e novos jogadores.
Shooter multiplayer Highguard da Wildlight Entertainment confirma encerramento em março

A Wildlight Entertainment confirmou o encerramento definitivo dos servidores de Highguard em 12 de março de 2026. O anúncio foi feito por meio de comunicado oficial do estúdio, que reconheceu a incapacidade de sustentar uma base ativa de jogadores suficiente para manter o projeto no modelo de jogo como serviço. Lançado em 26 de janeiro, após apresentação durante o The Game Awards, o FPS chegou ao mercado cercado de expectativa. Segundo o estúdio, mais de dois milhões de usuários testaram o título desde a estreia. Ainda assim, o engajamento caiu rapidamente nas semanas seguintes. Atualização final antes do desligamento No comunicado, a desenvolvedora agradeceu à comunidade pelo apoio, mas admitiu que não foi possível consolidar uma base sustentável no longo prazo. Antes do desligamento, o jogo receberá uma atualização final com um novo Guardião, arma inédita, progressão de nível de conta e árvores de habilidades. O projeto também enfrentou turbulência financeira. A chinesa Tencent, uma das investidoras, retirou o suporte ao estúdio após o desempenho abaixo do esperado. Posteriormente, a Wildlight passou por demissões. O caso reforça a dificuldade de novos títulos competirem no segmento de jogos como serviço, dominado por produções consolidadas e com alto custo de aquisição e retenção de jogadores. O encerramento de Highguard ocorre pouco mais de um mês após a estreia, ampliando a lista recente de fracassos no modelo live service.
MiHoYo, dona de Genshin Impact, investe US$ 65 milhões em pesquisa de fusão nuclear

A miHoYo, responsável por Genshin Impact e Honkai: Star Rail, anunciou um investimento de US$ 65 milhões em pesquisas voltadas à fusão nuclear. A informação foi divulgada por veículos internacionais especializados na indústria de games e tecnologia. O aporte será direcionado ao desenvolvimento de dispositivos experimentais, incluindo estudos relacionados a reatores do tipo Tokamak. O Tokamak é uma máquina que utiliza campos magnéticos para confinar partículas de plasma em altíssimas temperaturas, criando as condições necessárias para a fusão nuclear — processo que busca reproduzir, em escala controlada, a reação que ocorre no interior das estrelas. Embora a tecnologia Tokamak exista há décadas em centros de pesquisa, o avanço em versões menores e potencialmente comercializáveis é visto como passo relevante para ampliar o acesso à energia limpa. A fusão nuclear é considerada uma alternativa promissora para redução de emissões de carbono, ainda que enfrente desafios técnicos antes de atingir viabilidade comercial. Além do investimento em energia, em 2021 a empresa também destinou recursos para iniciativas na área da saúde, incluindo a construção e desenvolvimento de um hospital na China, o projeto foca na integração de tecnologia com o cérebro humano para tratar condições como depressão. O movimento reforça a estratégia da MiHoYo de diversificar seus investimentos para além do entretenimento digital, direcionando capital para setores de pesquisa científica e infraestrutura. (Via: Siliconera)
Nintendo reduz preços do serviço Switch Online no Brasil a partir de abril

A Nintendo anunciou nesta segunda-feira (2) a redução dos preços do serviço de assinatura Nintendo Switch Online no Brasil, medida que passa a valer em 1º de abril de 2026. A mudança foi comunicada diretamente aos assinantes por e-mail e reflete revisão nos valores cobrados localmente em relação à cotação do dólar e ajustes regionais de mercado. Novos valores: Individual padrão: de R$ 120 para R$ 109Familiar padrão: de R$ 219 para R$ 194Individual + Expansão: de R$ 299 para R$ 279Familiar + Expansão: de R$ 469 para R$ 439 Redução sinaliza ajuste regional em meio à pressão inflacionária A revisão de preços ocorre em um momento em que o mercado brasileiro vinha registrando fortes pressões inflacionárias em serviços e jogos digitais, com valores de títulos e assinaturas frequentemente ajustados para cima nos últimos anos. A redução pode ser vista como um movimento de adaptação às condições econômicas locais e às expectativas dos consumidores. O serviço Nintendo Switch Online oferece conectividade online para jogos, acesso a catálogos de títulos dos sistemas clássicos e benefícios adicionais conforme o plano contratado. O pacote com Expansão inclui jogos de gerações anteriores e conteúdos complementares para plataformas como Mega Drive e Nintendo 64, ampliando o valor percebido pelos assinantes. Embora a empresa ainda não tenha anunciado alterações nos preços de jogos individuais na Nintendo eShop brasileira, a redução das assinaturas reacende especulações sobre possíveis ajustes de preço em outros produtos digitais da companhia. A iniciativa acompanha movimentos similares em outras regiões da América Latina, onde consumidores também receberam notificações de ajustes nos valores das assinaturas. Imagem: Nintendo