Sony testa preços dinâmicos em jogos da PlayStation Store e gera reação de jogadores

Sony testa preços dinâmicos na PlayStation Store e levanta debate sobre uso de dados de usuários

A Sony iniciou testes com um sistema de preços dinâmicos em alguns jogos vendidos na PlayStation Store, modelo que ajusta valores automaticamente com base em fatores como demanda, horário ou comportamento de compra. A prática foi identificada por usuários que notaram variações no preço de determinados títulos dentro da loja digital do PlayStation. Embora a empresa não tenha detalhado oficialmente como o sistema funciona, a precificação dinâmica já é utilizada em setores como passagens aéreas, hospedagem e transporte por aplicativo. No mercado de jogos digitais, porém, o modelo ainda é pouco comum e tem gerado críticas de jogadores, que apontam falta de previsibilidade nos preços. O que dizem as leis brasileiras No Brasil, a aplicação de preços dinâmicos não é proibida, mas precisa seguir regras previstas no Código de Defesa do Consumidor. A legislação determina que o consumidor deve ter acesso a informações claras e transparentes sobre preços, e o valor exibido no momento da compra precisa ser respeitado pela empresa. Especialistas também apontam que a prática pode se tornar problemática se houver diferenciação de preços entre usuários com base em perfis de consumo sem transparência ou justificativa clara, o que pode ser interpretado como prática abusiva. Além disso, o uso de dados pessoais para definir preços pode envolver regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A legislação estabelece que empresas devem informar de forma clara quando coletam e utilizam dados dos usuários e para qual finalidade essas informações serão aplicadas. Caso algoritmos utilizem histórico de compras, comportamento de navegação ou outros dados pessoais para ajustar valores de jogos individualmente, a empresa pode ser obrigada a garantir transparência sobre esse tratamento de dados, além de oferecer bases legais adequadas para o processamento dessas informações. Até o momento, a Sony não confirmou oficialmente a extensão dos testes nem explicou quais critérios estariam sendo utilizados na definição dos preços. Se o modelo avançar, ele poderá ampliar o debate sobre transparência, proteção de dados e práticas comerciais no mercado digital de jogos.

Sony volta a apostar em exclusividade para consoles e descontinua single-player no PC

Sony volta a apostar em exclusividade para consoles e descontinua single-player no PC

A Sony anunciou que seus próximos títulos single-player produzidos internamente para PlayStation 5 não terão mais lançamentos planejados para PC. A decisão marca o fim de um período de expansão da empresa para plataformas de computador, iniciado há alguns anos com franquias como Horizon, Ghost of Tsushima e The Last of Us. O recuo está ligado a preocupações internas de que disponibilizar jogos single-player no PC poderia afetar negativamente as vendas do PS5 e, futuramente, do PS6. Além disso, a possibilidade de que títulos emblemáticos da PlayStation acabem rodando em hardware da Microsoft, caso o próximo Xbox suporte jogos de PC de forma nativa, também contribuiu para a decisão. Apesar da mudança, jogos multiplayer e alguns títulos publicados por estúdios externos continuam com lançamento multiplataforma. Entre eles estão Marathon, Marvel Tokon: Fighting Souls, Death Stranding 2: On the Beach e Kena: Scars of Kosmora. No entanto, projetos como Ghost of Yōtei e o aguardadíssimo Marvel’s Wolverine permanecem exclusivos do PS5. Sony aposta na exclusividade para proteger o PS5 A estratégia da Sony de lançar jogos de PlayStation no PC havia sido marcada por um cronograma irregular, com títulos chegando meses ou anos após o lançamento nos consoles. Vendas abaixo das expectativas levaram a empresa a reconsiderar a viabilidade da expansão. Historicamente, a PlayStation manteve uma política de exclusividade para proteger a percepção de valor do console, em contraste com a abordagem multiplataforma da Microsoft, que oferece todos os seus jogos first-party simultaneamente no Xbox e PC. Com essa mudança, a Sony reforça a centralidade do PS5, buscando consolidar a base de jogadores no console e proteger a força da marca frente à concorrência. A decisão também coincide com o fechamento recente da Bluepoint Games e questionamentos sobre o futuro da Nixxes Software, estúdio interno voltado à portabilidade para PC.

Resident Evil Requiem supera 5 milhões de cópias e marca maior estreia da franquia

Resident Evil Requiem supera 5 milhões de cópias e marca maior estreia da franquia

Resident Evil Requiem ultrapassou 5 milhões de unidades vendidas poucos dias após o lançamento, consolidando a maior estreia comercial da história da franquia. O desempenho foi confirmado pela Capcom e supera o ritmo inicial de títulos recentes como Resident Evil Village e os remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 4. Lançado em 27 de fevereiro para PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2 e PC, o jogo também registrou forte adesão no computador, com pico superior a 300 mil jogadores simultâneos na Steam durante o primeiro fim de semana. O resultado reforça a estratégia multiplataforma adotada pela empresa e a força comercial da marca, que celebra 30 anos em 2026. Estreia recorde e consolidação estratégica Desenvolvido com a RE ENGINE, motor gráfico proprietário do estúdio, Requiem aposta em fidelidade visual ampliada, com detalhamento fotorrealista. O título oferece múltiplos níveis de dificuldade e permite alternar, em tempo real, entre as perspectivas em primeira e terceira pessoa, ampliando o alcance para diferentes perfis de jogadores. Ambientado em outubro de 2026, quase 30 anos após a destruição de Raccoon City, Resident Evil Requiem acompanha a analista do FBI Grace Ashcroft e o agente veterano Leon S. Kennedy enquanto investigam uma série de mortes misteriosas ligadas a eventos do passado bioterrorista. O jogo combina elementos clássicos de survival horror com uma experiência abrangente para fãs antigos e novos jogadores.

Shooter multiplayer Highguard da Wildlight Entertainment confirma encerramento em março

Shooter multiplayer Highguard da Wildlight Entertainment confirma encerramento em março

A Wildlight Entertainment confirmou o encerramento definitivo dos servidores de Highguard em 12 de março de 2026. O anúncio foi feito por meio de comunicado oficial do estúdio, que reconheceu a incapacidade de sustentar uma base ativa de jogadores suficiente para manter o projeto no modelo de jogo como serviço. Lançado em 26 de janeiro, após apresentação durante o The Game Awards, o FPS chegou ao mercado cercado de expectativa. Segundo o estúdio, mais de dois milhões de usuários testaram o título desde a estreia. Ainda assim, o engajamento caiu rapidamente nas semanas seguintes. Atualização final antes do desligamento No comunicado, a desenvolvedora agradeceu à comunidade pelo apoio, mas admitiu que não foi possível consolidar uma base sustentável no longo prazo. Antes do desligamento, o jogo receberá uma atualização final com um novo Guardião, arma inédita, progressão de nível de conta e árvores de habilidades. O projeto também enfrentou turbulência financeira. A chinesa Tencent, uma das investidoras, retirou o suporte ao estúdio após o desempenho abaixo do esperado. Posteriormente, a Wildlight passou por demissões. O caso reforça a dificuldade de novos títulos competirem no segmento de jogos como serviço, dominado por produções consolidadas e com alto custo de aquisição e retenção de jogadores. O encerramento de Highguard ocorre pouco mais de um mês após a estreia, ampliando a lista recente de fracassos no modelo live service.

Nintendo reduz preços do serviço Switch Online no Brasil a partir de abril

Nintendo reduz preços do serviço Switch Online no Brasil a partir de abril

A Nintendo anunciou nesta segunda-feira (2) a redução dos preços do serviço de assinatura Nintendo Switch Online no Brasil, medida que passa a valer em 1º de abril de 2026. A mudança foi comunicada diretamente aos assinantes por e-mail e reflete revisão nos valores cobrados localmente em relação à cotação do dólar e ajustes regionais de mercado. Novos valores: Individual padrão: de R$ 120 para R$ 109Familiar padrão: de R$ 219 para R$ 194Individual + Expansão: de R$ 299 para R$ 279Familiar + Expansão: de R$ 469 para R$ 439 Redução sinaliza ajuste regional em meio à pressão inflacionária A revisão de preços ocorre em um momento em que o mercado brasileiro vinha registrando fortes pressões inflacionárias em serviços e jogos digitais, com valores de títulos e assinaturas frequentemente ajustados para cima nos últimos anos. A redução pode ser vista como um movimento de adaptação às condições econômicas locais e às expectativas dos consumidores. O serviço Nintendo Switch Online oferece conectividade online para jogos, acesso a catálogos de títulos dos sistemas clássicos e benefícios adicionais conforme o plano contratado. O pacote com Expansão inclui jogos de gerações anteriores e conteúdos complementares para plataformas como Mega Drive e Nintendo 64, ampliando o valor percebido pelos assinantes. Embora a empresa ainda não tenha anunciado alterações nos preços de jogos individuais na Nintendo eShop brasileira, a redução das assinaturas reacende especulações sobre possíveis ajustes de preço em outros produtos digitais da companhia. A iniciativa acompanha movimentos similares em outras regiões da América Latina, onde consumidores também receberam notificações de ajustes nos valores das assinaturas. Imagem: Nintendo

Nvidia prevê escassez de chips para games até o fim de 2026

Nvidia prevê escassez de chips para games até o fim de 2026

A Nvidia informou que a escassez global de chips voltados ao mercado de games deve persistir até o fim de 2026. A projeção foi apresentada durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia, quando a diretora financeira Colette Kress afirmou que a oferta permanecerá “muito apertada” por pelo menos mais dois trimestres. Oferta restrita pressiona divisão de games Segundo a executiva, as limitações de fornecimento devem continuar pressionando a divisão de jogos no trimestre atual e nos seguintes, mesmo com a demanda permanecendo elevada. A empresa indicou que ainda é cedo para estimar se haverá crescimento anual na receita do segmento em 2026, diante das restrições na cadeia produtiva. IA e data centers redirecionam prioridade industrial O principal fator por trás do desequilíbrio é a corrida global por infraestrutura de inteligência artificial. A forte procura por chips de memória elevou preços e levou fabricantes a priorizar componentes destinados a data centers, que operam com margens superiores. Com isso, há menor disponibilidade de semicondutores para produtos de consumo, incluindo placas de vídeo para PC, consoles e outros dispositivos eletrônicos. No último trimestre fiscal, a Nvidia registrou crescimento anual na receita de games, mas houve recuo na comparação sequencial. Enquanto isso, a divisão de data centers manteve expansão robusta, consolidando a mudança de foco estratégico da companhia. O cenário reforça a pressão estrutural sobre o mercado de hardware para jogos ao longo de 2026.

INPI impõe restrição parcial ao registro do jogo de GTA VI no Brasil

INPI impõe restrição parcial ao registro do jogo de GTA VI no Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) aplicou uma restrição parcial ao pedido de registro do logo “VI” associado a Grand Theft Auto VI no Brasil. Embora a marca completa do jogo já esteja aprovada para uso em jogos digitais, produtos licenciados e serviços de entretenimento, o uso isolado do numeral romano enfrentou objeção em determinadas classes. Restrição atinge segmento editorial e materiais impressos De acordo com os registros públicos, o impedimento atinge principalmente materiais impressos, como revistas, manuais e publicações físicas. O entendimento técnico do órgão é que o uso isolado de “VI” pode gerar conflito ou risco de confusão com marcas previamente registradas no segmento editorial e de papelaria. Diante da decisão, a Take-Two Interactive protocolou recurso administrativo para tentar reverter a negativa e ampliar a proteção do símbolo no país. Proteção parcial e princípio da especialidade Esse tipo de restrição é comum no sistema brasileiro de propriedade industrial. O INPI analisa cada pedido com base no princípio da especialidade e na anterioridade de registros. Quando um sinal é considerado genérico, descritivo ou potencialmente colidente com marca já existente o órgão pode conceder proteção parcial ou indeferir o pedido para evitar sobreposição de direitos. A marca principal do jogo segue válida para exploração comercial no Brasil, o que indica que não há impacto direto sobre o lançamento do título. A controvérsia limita-se ao escopo de proteção do elemento gráfico VI isolado dentro do território nacional. Créditos ao @portalviciadosoficial pela apuração do fato no INPI Imagem: Portal Viciados

Ubisoft combina cortes e trocas de liderança enquanto reforça apostas em suas principais franquias

Ubisoft combina cortes e trocas de liderança enquanto reforça apostas em suas principais franquias

A Ubisoft atravessa um novo ciclo de ajustes internos ao mesmo tempo em que reafirma o foco em suas marcas mais rentáveis. Nas últimas semanas, a companhia confirmou a demissão de cerca de 40 funcionários na Ubisoft Toronto, estúdio responsável pelo remake de Tom Clancy’s Splinter Cell. Segundo a empresa, o projeto segue em desenvolvimento e não foi afetado diretamente pelos cortes. Mudanças na liderança criativa e reconfiguração de projetos A reestruturação ocorre em paralelo a mudanças na liderança criativa. Clint Hocking deixou a direção de Assassin’s Creed Codename Hexe, que passou para as mãos de Jean Guesdon, veterano da série responsável por capítulos como Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed Origins. A troca indica tentativa de manter estabilidade em um dos projetos centrais da companhia. Dependência de franquias consolidadas em meio à pressão financeira Apesar dos ajustes, o CEO Yves Guillemot confirmou que há dois novos jogos da franquia Far Cry em produção, além de múltiplos títulos de Assassin’s Creed. O movimento reforça a estratégia de concentrar recursos em propriedades consolidadas, capazes de gerar receita recorrente e reduzir riscos. O cenário aponta para uma Ubisoft em transição com enxugamento operacional, ajustes de liderança e dependência crescente de suas franquias mais fortes. A empresa busca equilíbrio entre contenção de custos e manutenção de um pipeline robusto, em um momento de maior pressão financeira e competitiva no mercado global de games.

Amazon deixa de publicar jogo AAA de corrida da Maverick Games e anuncia que está encerrando King of Meat

A Amazon Games encerrou o acordo para publicar o jogo de corrida em mundo aberto da Maverick Games

A Amazon Games encerrou o acordo para publicar o jogo de corrida em mundo aberto da Maverick Games, projeto AAA com foco narrativo anunciado em 2024 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. O título segue em desenvolvimento, mas o estúdio britânico agora busca um novo parceiro editorial para levá-lo ao mercado. Revisão estratégica e realocação de recursos Em comunicado, a Amazon afirmou que a decisão faz parte de uma “evolução estratégica” para concentrar recursos em iniciativas consideradas mais alinhadas aos seus ativos centrais. A empresa declarou respeito pela equipe e pelo projeto, mas optou por liberar o estúdio do contrato de publicação. A Maverick Games foi fundada por veteranos da indústria, entre eles Mike Brown, ex-diretor criativo da série Forza Horizon. Segundo os responsáveis, o desenvolvimento avança conforme o planejado e há negociações em curso com potenciais publishers. Recuo operacional e foco em propriedades consolidadas A decisão ocorre em meio a uma redução mais ampla das operações da Amazon no setor. No mesmo movimento, a companhia confirmou o encerramento de King of Meat, desenvolvido pela Glowmade, com desligamento dos servidores previsto para abril. Apesar dos cortes, a empresa mantém o compromisso com a franquia Tomb Raider e com o serviço de streaming Amazon Luna. O reposicionamento indica foco mais restrito em propriedades consolidadas, enquanto projetos inéditos passam a depender de novos arranjos de mercado. Imagem: Divulgação Maverick Games

Governo eleva imposto de importação sobre eletrônicos e eleva custo no mercado de games

Governo eleva imposto de importação sobre eletrônicos e eleva custo no mercado de games

O governo federal ajustou as alíquotas do Imposto de Importação para mais de 1,2 mil produtos, incluindo eletrônicos, equipamentos de informática e telecomunicações. A medida, em vigor de forma escalonada desde fevereiro e com ampliação em março, reorganiza tarifas que agora variam de 7,2 % a 25 %. O Executivo afirma que o objetivo é reduzir a dependência de importados e fortalecer a indústria nacional, com projeção de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões em 2026. Impacto direto sobre o mercado de tecnologia e games No mercado de tecnologia o ajuste incide sobre itens como smartphones, computadores e componentes eletrônicos, afetando diretamente segmentos que alimentam o ecossistema de jogos eletrônicos. Componentes usados na montagem de PCs gamer, incluindo placas de vídeo, processadores e módulos de memória, estão entre os itens cujas alíquotas foram revisadas para patamares superiores, potencialmente elevando o custo de aquisição desses insumos. A combinação de maior tributação sobre bens intermediários e equipamentos de tecnologia tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, podendo reduzir margens e impactar competitividade de empresas vinculadas ao mercado de jogos. A necessidade de importar insumos para modernização das linhas de produção e atualização de equipamentos pode se refletir nos consumidores finais. Pressão tributária e riscos para investimentos A mudança também ocorre em um contexto em que a carga tributária sobre eletrônicos no Brasil já é considerada elevada, representando parcela significativa do preço final de dispositivos como consoles e acessórios de jogos. O novo regime tarifário redesenha incentivos e custos de acesso à tecnologia em um setor que depende de hardware atualizado para desenvolvimento, consumo e competitividade. Setores críticos da indústria e organizações de comércio chamam atenção para riscos de retrair investimentos, aumentar preços e reduzir dinamismo tecnológico, em um cenário de disputa internacional por capacidade produtiva e equilíbrio de transações externas. Foto: Agência Brasil